Amanhece e...
Fora de mim iluminam-se as fendas da cortina
me lembram as retinas de um outro alguém
que esteve aqui, mas que agora está além
do que o meu desejo consegue abraçar
Minha saudade é um solo nas teclas de Brian Crain
cada nota uma estocada em meu peito, um desdém
do destino me arrastando ao abismo dos esquecidos
dos sem amor - clube dos idiotas de coração partido
Eu me compreendo passado, retrato em tom apagado
velho e amargo de suas próprias histórias - memórias
que teimam em ignorar a órbita dos ponteiros atuais...
Mas que minha poesia seja uma máquina do tempo
alento e veneno de palavras que me guiam os pés
de volta pra casa, aqui dentro, na minha alma.
Ana Paula B. Coelho
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