Eu não conto pra ninguém

eu não conto pra ninguém mas tem dias que a cidade me atravessa como se eu fosse de vidro e continuo porque continuar é o único talento que eu treino entre trabalho incertezas, futuro eu guardo um silêncio que não é força é cansaço organizado e eu queria dizer que dói menos mas dói só que aprendi a andar e mesmo assim amar pra mim não é promessa é alguém que percebe que estou quase caindo e não transforma isso em espetáculo fica e me deixa ser frágil sem me diminuir Ana Paula Coelho